Porto Velho 2/7/2009
Gessy Taborda
Edson Lustosa
Nelson Townes
Paulo Xisto
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Você Sabia...Que

O Palácio Presidente Vargas (sede do Governo) teve sua obra iniciada no ano de 1948 ?
O projeto foi idealizado pelo engenheiro civil, José Otino de Freitas, que projetou o prédio em estilo neo-colonial.
Tinha na época como Governador do então Território do Guaporé o também engenheiro Joaquim de Araújo Lima que ficou no comando do Território até o ano de 1951, sem ter concluído a imponente obra.
Assume o Governo em 1951, Petrônio Barcelos que dá continuidade à obra  procurando corrigir algumas falhas técnicas descobertas pela nova equipe que assumia a responsabilidade da construção.
Em 7 de fevereiro de 1952, Petrônio Barcelos é exonerado do cargo, assumindo o então Território, Jesus Burlamarque Hosanah e as obras do Palácio Presidente Vargas continuavam inacabadas.
Burlamarque Hosanah dá continuidade não somente à construção do Palácio, mas, também a outras obras, porém sua gestão ocorreu em um período muito curto e, mais uma vez,  não se chega ao término da obra.
Ano de 1953...Ênio dos Santos Pinheiro é o novo Governador e já, em 1954 consegue inaugurar solenemente com a presença do staf governamental e autoridades locais a grande obra do Palácio Presidente Vargas e também o busto do então Presidente Getúlio Vargas, em uma justa homenagem ao criador do Território Federal do Guaporé, fato ocorrido em 13 de setembro de 1943. O busto foi colocado num pedestal, na entrada principal do primeiro lance de escadas da sede do Governo.
Através da Lei Complementar n. 41, de 22 de dezembro de 1981, o então Presidente João Batista de Figueiredo criou o Estado de Rondônia. A Lei foi publicada no Diário Oficial da União no dia 23 de dezembro de 1981 e, por este ato, o Presidente criador do Estado foi homenageado com um busto que também está colocado na entrada principal do prédio. 
A sede do Governo está situada no centro da cidade, tendo sua entrada principal pela Rua José do Patrocínio, na Praça Getúlio Vargas, constando de sub-solo e mais dois andares. É uma obra na qual se pode observar a dimensão do espaço ocupado em uma área que na época de sua construção era bastante acidentada devido o declive do terreno.
Pelas suntuosas escadas que orlam a entrada, se chega ao hall principal onde encontra-se uma galeria de fotografias de todos os Governadores, desde a criação do então Território Federal do Guaporé.
São eles:
Aluízio Pinheiro Ferreira, de 01 de novembro de 1943 a 07 de fevereiro de 1946;
Joaquim Vicente Rondon, de 07 de fevereiro de 1946 a 31de outubro de 1947;
Frederico Trota, de 31 de outubro de 1947 a 09 de junho de 1948;
Joaquim Araújo Lima, de 09 de junho de 1948 a 22 de fevereiro de 1951;
Petrônio Barcelos, de 22 de fevereiro de 1951 a 07 de fevereiro de 1952;
Jesus Burlamarque Hosanah, de 07 de fevereiro de 1952 a 18 de novembro de 1953;
Ênio dos Santos Pinheiro, de 18 de novembro de 1953 a 13 de setembro de 1954;
Paulo Nunes Leal, de 13 de setembro de 1954 a 05 de abril de 1955,
José Ribamar de Miranda, de 05 de abril de 1955 a 14 de outubro de 1956;
Em 1956, o Território Federal do Guaporé passa, a ser denominado Território Federal de Rondônia.
Jaime Araújo dos Santos, de 14 de outubro de 1956 a 06 de novembro de 1958;
Paulo Nunes Leal, assume pela segunda vez o cargo, de 06 de novembro de 1958 a 08 de setembro de 1961;
Abelardo Alvarenga Mafra, de 18 de março de 1961 a 08 de setembro de 1961;
Ênio dos Santos Pinheiro, assume pela segunda vez o cargo, de 13 de setembro de 1961 a 03 de julho de 1962;
Milton Lima, de 03 de julho de 1962 a 12 de dezembro de 1962;
Wadih Darwich Zacarias, de 12 de dezembro de 1962 a 27 de maio de 1963;
Ari Marcos da Silva, de 27 de maio de 1963 a 14 de outubro de 1963;
Paulo Eugênio Pinto Guedes, de 14 de outubro de 1963 a 27 de janeiro de 1964;
Abelardo Alvarenga Mafra, de 27 de janeiro de 1964 a 06 de abril de 1964;
José Manuel Lutz da Cunha Menezes, de 24 de abril de 1964 a 29 de março de 1965;
João Carlos dos Santos Mader, de 29 de março de 1965 a 10 de abril de 1967;
Flávio de Assunção Cardoso, de 10 de abril de 1967 a 30 de novembro de 1967;
José Campedelli, de 30 de novembro de 1967 a 13 de fevereiro de 1969;
João Carlos Marques Henrique Neto, de 13 de fevereiro de 1969 a 31 de outubro de 1972;
Teodorico Gahyva, de 31 de outubro de 1972 a 23 de abril de 1974;
João Carlos Marques Henrique Neto, assume o cargo pela segunda vez, de 23 de abril de 1974 a 20 de maio de 1975;
Humberto da Silva Guedes, de 20 de maio de 1975 a 02 de abril de 1979;
Jorge Teixeira de Oliveira, de 02 de abril de 1979 a 22 de dezembro de 1981,
 Em 1981, o Território Federal de Rondônia é transformado em Estado.
Jorge Teixeira de Oliveira, de 22 de dezembro de 1981 a 14 de maio de 1985. Pela  necessidade de afastamento do Governador, no período de 04 de janeiro a 15 de fevereiro de 1984 o cargo é ocupado pela Senhora Janilene Vasconcelos de Melo.
Ângelo Angelin, de 14 de maio de 1985 a 15 de março de 1987;
Até aqui os governadores do Território Federal do Guaporé/Rondônia foram nomeados pelo Presidente da República.
Jerônimo Garcia de Santana, de 15 de março de 1987 a 15 de março de 1991;
Oswaldo Piana Filho, 15 de março de 1991 a 01 de janeiro de 1995;
Valdir Raupp, de 01 de janeiro de 1995 a 01 de janeiro de 1999;
José de Abreu Bianco, de 01 de janeiro de 1999 a 01 de janeiro de 2003;
Ivo Narciso Cassol, de 01 de janeiro de 2003 a 01 de janeiro de 2006.
É reeleito em 2006 para um novo período de 01 de janeiro de 2007 a 2010.
O Gabinete do Governador continua instalado no último pavimento, do lado que corresponde a Rua José de Alencar. Decorando o amplo ambiente encontra-se um quadro em pintura a óleo do pintor Braggio Mazzeo, retratando o Marechal Rondon. No Salão Nobre, local que antecede o Gabinete do Governador está a Chefia de Gabinete que dá acesso a uma sacada onde se tem uma privilegiada vista da área sul da cidade e parte do rio Madeira.
Foi nesta sacada que no dia 04 de janeiro de 1982, o então Ministro da Justiça, Ibrahim Abi Ackel, representando o Presidente Figueiredo, dava por instalado o Estado de Rondônia e na frente da sacada um grande número de pessoas  aguardava o anúncio do histórico acontecimento.
Vale salientar que a data de 04 de janeiro passou a ser o dia de Rondônia, quando é feriado estadual e, em Porto Velho, existe um Conjunto Habitacional, que tem a data como denominação do logradouro
No Palácio Presidente Vargas estão absorvidos os órgãos: Governadoria, que compõe o Gabinete do Governador e a Chefia de Gabinete;  a Casa Civil, composta pelo Secretário-Chefe e Chefia de Gabinete, Departamento de Comunicação Social e Relações Públicas e Cerimonial; Coordenadoria Geral de Apoio à Governadoria, composta pelo Coordenador Geral, Gerente Administrativo Financeiro, Chefia de Grupo de Protocolo e Serviços Gerais, Coordenador Técnico Legislativo, Diretor de Redação e Controle de Atos Legislativos, Diretor da Imprensa Oficial e Ouvidor Geral; Casa Militar, com o Secretário Chefe e o Diretor Sub-Chefe e o Corpo Militar que dá toda segurança pessoal ao Governador do Estado; faz a segurança do prédio e das ruas do seu entorno.
 Já se notam grandes modificações no prédio, descaracterizando sua arquitetura original, como podem ser observadas em alguns locais: a escada interna em madeira entalhada, que fica pela entrada da Rua D. Pedro II, recebeu ampliações de salas, diminuindo a altura do pé direito; o piso dos corredores hoje revestido em cerâmica. A iluminação completamente distorcida com seus plafoniers (bocais) à vista, existindo apenas luminárias simples, não adequadas ao estilo do prédio  No centro da construção se tem uma ampla visão de toda edificação, existindo um grande jardim com plantas tropicais, cascata e espelho d’agua com espécies de quelônios (tartaruga) e actinopterígio (pirarucu).
“Palácio Getúlio Vargas será totalmente reformado”. . .  Depois de longos anos sem ganhar uma ampla reforma – com exceção da pintura realizada já neste governo – o Palácio Presidente Vargas, no centro da capital, será totalmente reformado. As obras serão realizadas pelo Departamento de Obras Civis (Deosp) por determinação do governador Ivo Cassol, que quer fazer com que o Palácio seja renovado como uma atração importante na área nobre da capital.
A reforma total do Palácio atingirá toda a estrutura elétrica, hidráulica, piso, forro, .....e a previsão é que, a partir do seu início, ela seja concluída em seis meses.
(Folha de Rondônia, pág. 1-5 de 05 julho de 2007).
Muito oportuno o momento, para que os responsáveis pela possível reforma do Palácio, possam corrigir as falhas e que depois o Palácio Presidente Vargas, não só seja “uma atração importante na área nobre da capital,” mas, um grande atrativo turístico, ostentando as suas características originais da época de sua construção...
Mesmo com as dificuldades apresentadas desde o início de sua ousada construção, o monumental Palácio Presidente Vargas está perto de ser festejado como sexagenário e tem testemunhado as mais importantes decisões da vida pública deste pedaço da Pátria.

 

Fonte: Compêndio da História e Cultura de Rondônia, v. II. Atrativo Histórico Cultural-SETUR/RO.
Reprodução Fotográfica: Luiz Brito. Revelando Porto Velho, pág.62. Edição julho/2004.
Fotografias: Murilo Valente.
Texto e Pesquisa: Ivo Feitosa Filho – Turismólogo.
ivofeitosa@gmail.com

Você Sabia...Que
A Biblioteca Pública Municipal Francisco Meirelles foi
criada através da Lei n. 85 de 30 de dezembro de 1973?
Sua inauguração oficial aconteceu em 24 de janeiro de 1975
na gestão do então Prefeito Municipal o Senhor Jacob de Freitas Atallah.
Por ser um órgão pertencente à Prefeitura Municipal, está
absorvida no cronograma da Secretaria Municipal de Educação – SEMED.
Está situada na Rua José Bonifácio c/José do Patrocínio,
200, área central do município de Porto Velho e seu horário de funcionamento
é das 8h as 18h de segunda à sexta feira e tem seu registro no Instituto
Nacional do Livro.
Biblioteca Pública Municipal Francisco Meirelles, homenagem
a "Francisco Furtado Soares de Meirelles, sertanista brasileiro , nascido
em 21 fevereiro de 1908 na cidade de Gamaleira – PE. Ainda muito jovem
transferiu-se para o Rio de Janeiro, tendo estudado no Colégio Salesiano de
Santa Rosa de Niterói. Sua dedicação aos problemas do índio brasileiro
iniciou-se na época em que seu irmão Cildo Meirelles entrou para o SPI –
Serviço de Proteção aos Índios, tendo o mesmo trabalhado na pacificação dos
Pataxós, aborígenes estabelecidos na Bahia. Por volta de 1945, Francisco
Meirelles tomou parte de uma expedição ao rio Guaporé, organizada pelo
Governo brasileiro, destinada a firmar contatos com os índios Urucumaquã, no
local onde supostamente estariam localizadas as minas auríferas do Marechal
Cândido Rondon." ( Nova Enciclopédia de Biografias – Editora Planalto
Editorial Ltda. v.4. pág. 841.)
Ano de 1975...Vera Borborema assume o cargo de Diretora,
sendo a primeira Bibliotecária que teve a responsabilidade de equipar todo o
espaço físico mobiliário, desde mapoteca, porta-jornais, cardex, fichários e
a decoração, dividindo as tarefas com os funcionários que ali se
apresentaram para compor o quadro de recursos humanos.
Vera Borborema ficou na função até o ano de 1975.
Nos anos de 1975 a 1979 o cargo de Diretora é ocupado por
várias pessoas e em janeiro do mesmo ano, assume a Senhora Glória Valladares
Grangeiro, que recebe toda responsabilidade do acervo já existente, ficando
no cargo até novembro de 2005.

 


A Biblioteca recebe doações de livros de vários segmentos
de nossa sociedade e, durante o período de existência, já lançou vários
projetos se destacando "O Livro e a Juventude,"direcionado ao estudante no
incentivo à leitura e divulgando de alguma forma a Biblioteca.
Com o passar do tempo o prédio vai-se danificando e passa
por várias reformas, e no período de 2001 a 2003 o prédio é fechado
temporariamente para uma reforma geral e passa a funcionar precariamente por
algum período nas instalações da Dimples, na Rua Duque de Caxias, e na noite
de 21 de fevereiro de 2003, tendo como Prefeito o Senhor Carlos Alberto
Azevedo Camurça, o novo prédio da Biblioteca Francisco Meirelles é
reinaugurado glamurosamente e entregue à então Diretora Glória Valladares
Grangeiro, com uma nova infra-estrutura, ocupando um grande espaço na parte
térrea dando condições de um bom atendimento além das dependências
existentes no 1º andar, dando um charme de uma arquitetura moderna no centro
de nossa cidade. Um ambiente climatizado já contando com 50.000 Títulos
catalogados em diversas áreas, como por exemplo: literatura infantil,
periódicos (jornais e revistas), consultas e pesquisas, empréstimos de
livros e o atendimento diferenciado braille.
Na direção da Biblioteca está a Bibliotecária, a Senhora
Sirlaine Galhardo Gomes da Costa que conta com o apoio aproximadamente de 20
funcionários que ali já prestam seus serviços por vários anos, como é o caso
da Senhora Eliana Gomes da Silva, que desde os primeiros anos de
funcionamento da Biblioteca faz a catalogação, classifica, registra e
prepara o livro para o usuário e já assistiu a grandes situações e hoje fala
com muita simplicidade do prazer de ali trabalhar, atendendo a todas as
classes sociais e diz com orgulho de hoje acompanhar pessoas que anos atrás
estavam ali fazendo sua pesquisa/consulta como aluno, e hoje muitos deles
ali chegam acompanhando um de seus filhos.
Nas metas da Diretora Sirlaine, consta o projeto para
microfilmagem do acervo dos periódicos desde os anos de 1975 aos dias atuais
e, em breve, estará lançando o Projeto Hora do Conto, direcionado ao
portador de deficiência visual (recurso braille) e sonha em um dia ainda
trabalhar em uma Biblioteca Móvel ocupada por um dos vagões da extinta
Estrada de Ferro Madeira Mamoré, percorrendo o trecho até Santo Antonio,
tendo como vista as belezas do rio Madeira...e espera, em breve, contar com
uma sala de informática para complementação dos livros com assuntos mais
atuais para poder proporcionar um atendimento qualificado e diferenciado à
demanda que ali chega na soma de 380 pessoas/dia.
Fonte: Biblioteca Pública Municipal Francisco
Meirelles.
Informações colhidas com a Senhora Eliana Gomes da
Silva.
Fotografias: Acervo Particular-Ivo Feitosa – Murilo
Valente.
Texto e Pesquisa: Ivo Feitosa Filho – Turismólogo

 

 

Você Sabia...Que

A Estação de Passageiros do Complexo Ferroviário foi inaugurada em 1912 ?
Isso mesmo, e se destinava a venda de passagens, de embarque e desembarque de passageiros que utilizavam os seus 366 km férreos atendendo de Porto Velho a Guajará Mirim.
Foi construída em alvenaria de tijolos aparente sem furos, com janelas de madeira e vidros, coberta de telhas de barro tipo francesa sendo sustentada por colunas de trilhos, avarandada em todos os lados.
Após a desativação da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, fato ocorrido em 1972, a estação passou a ser o Museu Ferroviário.
No ano de 1981 o acervo do Museu é transferido para o armazém número 2 do complexo ferroviário, estando ali até hoje e a estação passa novamente a venda de passagens com o passeio turístico criado com os 7 km de linha férrea que foram restaurados para tal fim.
Com o término do passeio turístico a velha estação está abrigando uma loja de artesanatos e souvenirs da nossa região.
Hoje o prédio está bastante sofrido, precisando de uma grande restauração em suas instalações para poder novamente voltar ao seu glamour da época do grande movimento que tinha com tantos passageiros que ali se dirigiam.

Fonte: Centro de Documentação – SECEL.
Fotografias: Acervo Particular – Ivo Feitosa Filho.
Texto e Pesquisa: Ivo Feitosa Filho – Turismólogo.


Você Sabia...Que

As Três Caixas D’Agua foram construídas entre 1910 a 1912

Estão localizadas na Av. Carlos Gomes c/Av. Rogério Weber, no bairro Caiari.
Foram projetadas e construídas pela Chicago Bridge & Iron Works, de Chicago-Estados Unidos. Esta informação consta em placa de ferro cravada nas pilastras de cada uma delas.
As Três Caixas D’Agua vieram dos Estados Unidos para cá, desmontadas em kits, no começo do século XX para servirem as obras da Estrada de Ferro Madeira Mamoré e à população da época. A primeira foi instalada no ano de 1910 e em 1912 as outras duas. Funcionaram até a década de 1950. Cada reservatório possui capacidade pra armazenar duzentos mil litros d’agua. Os tanques são de forma cilíndrica, cobertos com chapas de metal de forma cônica e a base em formato côncavo. São elevadas do chão por quatro colunas de ferro. Circundadas por uma passarela com parapeito metálico, por onde se chega através de uma escada.
Elas são vistas de vários pontos. São símbolos da cidade e estão estampadas na bandeira do município, por serem o memorial histórico do surgimento desta cidade e numa justa homenagem à construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.
Nas comemorações natalinas e de final de ano, recebem iluminação colorida passando a ser um lindo cartão postal. Ponto obrigatório para fotografias de visitantes/turistas.

Fonte: Atrativo Histórico Cultural-SETUR/RO. Compêndio da História e Cultura de Rondônia, vol.II.
Fotografias: Murilo Valente.
Texto e pesquisa: Ivo Feitosa Filho – Turismólogo.
ivofeitosa@gmail.com

 

Você Sabia...Que

A pedra fundamental da Catedral Sagrado Coração de Jesus foi lançada em três de maio de 1917 ?
Está situada à Rua D. Pedro, II no centro de Porto Velho.
A Prelazia Nullius de Porto Velho foi criada no ano de 1925 pelo Papa Pio XI, pela bula Inter Nostri, entregue aos sacerdotes salesianos.
Nesse mesmo ano chega o Pe. Antonio Carlos Peixoto que ficou a frente dos trabalhos da Prelazia.
Em data de 10 de novembro de 1926, Pe. Peixoto ao celebrar a Santa Missa em uma casa de madeira na rua Sete de Setembro que provisoriamente servia de capela e escola, foi também a primeira residência salesiana conhecida como Vaticano, notou que o movimento religioso era pouco, isto pela falta de uma igreja.
Em janeiro de 1928 chega a Porto Velho o Pe. João Nicoletti, que assumiu a direção da casa salesiana Bem-aventurada Virgem Maria Auxílio dos Cristãos, que tinha como meta constituir a comunidade dos salesianos pertencentes à Inspetoria Salesiana de São Luiz de Gonzaga e passa a lutar com auxílio de autoridades e da população pela construção da Catedral, passou a ser o empreiteiro da obra e tesoureiro da comissão.
Devido as grandes dificuldades encontradas, a construção teve seus passos lentos, tanto que as telhas pra cobertura só chegaram de Belém em 1929, a bordo do navio Madeira Mamoré. Foram transportadas do porto até o local da construção, pelos marinheiros e habitantes da cidade.
A população em clima de mutirão colaborou muito nos trabalhos para realização dessa construção.
O estilo é bem harmonioso, destacando-se as torres. Os sinos fundidos em São Paulo foram doados pelo Cel. Aluisio Pinheiro Ferreira (Governador do Território do Guaporé no período de 1943 a 1946). As pinturas da cúpula foram executadas na década de 1950 pelo Pe. Ângelo Cerri. O altar-mór foi confeccionado em São Paulo por artistas italianos, todo em mármore de carrara. Foi inaugurado no 1º centenário das aparições de Lourdes. Sendo o Papa João XXIII e Antistite da Prelazia D. João Batista Costa. “AD PERPETUAM REI MEMORIAM’, conforme inscrição em placa de bronze datada de 08/12/1958, fixada no próprio altar; os vitrais, em vidros coloridos retratando imagens bíblicas, com as inscrições de doações das famílias de Aluízio Ferreira, Zeno Ferreira, Antonio Raposo, Teodorino Dias, Tufic Matny, Abdon Bichara e Júlio Cantuária. D.Pedro Massa, D. Antonio Sarto, D. Antonio Martins, Claudine Bichara, Sr. Amandola e filhos, Joaquim Rocha e Humberto Correia.
A imagem do Sagrado Coração de Jesus, que é o padroeiro da Catedral encontra-se de abertos para receber todos os fiéis. Foi encomendada no Rio de Janeiro por Mons. Pedro Massa. Nomeado através de Decreto da Congregação Consistorial de julho de 1925, ao cargo de Administrador Apostólico da Prelazia de Porto Velho.
Já em 1946, D. João Batista Costa é nomeado como o primeiro Bispo Prelado, dirigindo a Prelazia até 1982, quando por motivos de saúde teve de renunciar ao cargo.
D. João foi uma pessoa que dinamizou a educação, criando várias escolas, não só aqui em Porto Velho, como também na área ribeirinha. Foi homenageado com seu nome em rua, colégio e conjunto habitacional.
A Catedral Sagrado Coração de Jesus, já contou com os Vigários:
Pe. João Nicoletti (1929-1936), Pe. Ângelo Cerri (1936-1947), Pe. José Francisco Pucci (1947-1949), Pe. Carlos Galli (1949-1950), Pe. João Batista Rotini (1950-1956), Pe. João Seu (1956-1968), Pe. Humberto Filippeli (1968-1972), Pe. Tadeusz Baginski (1973-1974), Pe. João Carlos Isoardi (1974-1980), Pe. Juan Amoretti Dominguez (1980), Pe. José Dalla Valle (1980-1981), Pe. Moisés Marques da Silva (1981-1982), Pe. Patrick Joseph Mc Bride (1982-1983), Pe. Zenildo Gomes da Silva (1983-1989) e Pe. Emílio La Noce, que desde 1989 exerce o cargo de Vigário.
Durante sua permanência já fez algumas modificações na área que ocupa a Catedral. Construiu o Museu projetado pelo Engenheiro Civil Aurélio Chagas da Silva, com capacidade para hum mil e quinhentas pessoas, inaugurado em agosto de 2006, onde encontram-se documentos da história da Catedral; fotos antigas de Porto Velho doadas pelo fotógrafo Machado, imagens antigas; um órgão e um acervo dos pertences do primeiro Bispo D. João Batista Costa.
Na parte interna da Catedral foram instalados dois telões para melhor visualização e acompanhamento das celebrações. Conta ainda com o Centro Catequético, Salão para Eventos e Casa Paroquial.
No Presbitério encontra-se os restos mortais do Pe. João Nicoletti, que foi o maior idealizador da construção da Catedral, aqui chegando em 1928 e veio a falecer em 1937. No lado esquerdo do Presbitério está o túmulo de D. João Batista Costa, falecido em abril de 1996.
Faz parte da história da Catedral Sagrado Coração de Jesus o Sacristão Raimundo Alves Monteiro Lima, popularmente conhecido como Beleza, falecido em 11 de dezembro de 2005, que ali se dedicou por várias décadas, sempre com responsabilidade cumpriu seus deveres, desde quando tocava os sinos em sistema manual. Mesmo depois de ter sido aposentado continuava todos os dias indo até a Catedral que já tinha um novo Sacristão o Senhor Rubens Miranda Vláxio, que assumiu o posto em 1999 e até hoje continua.
Com o avanço da tecnologia o Pe. Emílio já inovou o sistema do tocar dos sinos automaticamente com um relógio italiano eletrônico, que acionado a uma central, toca as horas, como também os sinos, nos horários das celebrações.
Devido vários problemas ocorridos, como por exemplo, umidade, algumas pinturas já foram substituídas. Mesmo assim a Catedral guarda em seu estilo clássico romântico, as lembranças das obras do Pe. Ângelo Cerri, dos artistas Pedro Renda, Afonso Ligório, Iray Oliveira e Rita Queiroz.
Não poderia deixar de comentar sobre o Pe. Francisco Pucci, conhecido carinhosamente por Pe. Chiquinho que dedicou parte de sua vida com a comunidade da Catedral. Por ter sido uma figura simples e bastante carismática que atendia com carinho a todos que o procuravam, após seu falecimento em 25 de junho de 1970, muitos fiéis o devotam como Santo, seus restos mortais encontram-se na Igreja Nª Sª de Fátima, no bairro do Areal.
A Catedral Sagrado Coração de Jesus faz parte da nossa história e ali na Praça Pe. João Nicoletti continua recebendo a população católica portovelhense e os turistas/visitantes que chegam a esta cidade.

Fonte: Desbravadores Vol.II - Catedral Sagrado Coração de Jesus. (documentos) - Informações colhidas com a Sra. Joelina Barros de Araújo
responsável pelo Museu.
Fotografias: Murilo Valente.
Texto e pesquisa: Ivo Feitosa Filho – Turismólogo
ivofeitosa@gmail.com

 

Você Sabia...Que

Até os anos setenta o prédio da UNIR/Centro denominava-se de Porto Velho Hotel  ?
Isso mesmo, o autor do projeto foi o Arquiteto Leogin de Vasconcelos Chaves, sua construção iniciou-se em 1948 e foi acompanhada pelos Engenheiros José Otino de Freitas e Carlos Sales, tendo sido inaugurado em janeiro de 1953, com a presença de várias autoridades locais se destacando a do Governador do Acre. Na época foi um grande acontecimento para a vida social da cidade.
 Está localizado na Av. Presidente Dutra no Centro, dominando com sua imponência grande parte da cidade.


 O Governo do então Território do Guaporé entregou o prédio ao seu primeiro arrendatário o Senhor Henrique Valente que ali ficou administrando desde a sua inauguração (1953) até o ano de 1961. Depois teve como arrendatário o Senhor Abelardo Townes de Castro, no período de 1962 a 1963 e por último a Senhora Nilce  Lima Guimarães que permaneceu nos anos de 1964 a 1969. Era uma pessoa muito criativa e dinâmica; inovou o espaço, criando a Varanda Tropical, colocando chapéu de sol nas mesas, novidade na época, passando a ser o ponto obrigatório das personalidades da cidade.
A partir daí por várias razões, entre elas o surgimento de outros meios de hospedagem, o Governo acha inviável o funcionamento do prédio como hotel, tanto que em 1974 o Porto Velho Hotel é desativado. No ano seguinte no Governo do Coronel Humberto da Silva Guedes o prédio sofre algumas reformas internas com a finalidade de ali sediar as Secretarias do Governo.


 No ano de 1979 surge o Palácio das Secretarias que ali se instalaram até a criação da Esplanada das Secretarias, onde até hoje abriga parte das Secretarias do Estado de Rondônia.
Logo depois surge a Fundação Centro de Ensino Superior de Rondônia – FUNDACENTRO, criada em 1975 com os primeiros cursos: administração, ciências contábeis e economia.
Inicialmente foi intitulada de Fundação Universitária do Município de Porto Velho, com a Lei Municipal nº 125 de 1976, foi modificada sua denominação para Fundação Centro de Ensino Superior de Rondônia - FUNDACENTRO


 Com a criação do Estado de Rondônia, surge a Universidade Federal de Rondônia – UNIR, criada  pela Lei nº  7.011 de 08/07/1982.
Mesmo passando por várias transformações internas, o antigo prédio do Porto Velho Hotel, hoje abriga a Reitoria e Pró-Reitorias da Universidade Federal de Rondônia, popularmente conhecido como prédio da UNIR/Centro, continua imponente no seu espaço  retratando o marco de uma época de ouro na nossa cidade de Porto Velho.

Fonte: Atrativo Histórico Cultural – SETUR/RO. - Centro de Documentação/SECEL.  – Inform.colhidas com a  Profª  Eva Albuquerque.
Fotografia: Acervo particular Ivo Feitosa
Fotografias: Murilo Valente.
Texto e Pesquisa: Ivo Feitosa Filho – Turismólogo.
ivofeitosa@gmail.com

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