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Em Linhas Gerais
Gessy Taborda2/10/2004
NO BATENTERetomamos com a coluna de hoje a batalha de 2004. Iniciamos predispostos a desenvolver projetos que melhorem nossa prestação de serviço à população na área do “mídia criticism”, algo cada vez mais difícil de encontrar no jornalismo, praticado nesses tempos em que profissionais do setor abdicam de seu papel de monitores independentes do poder. A coluna tentará, durante este ano eleitoral, não ser usada por fontes ligadas a interesses de grupos e núcleos de poder, mantendo seu compromisso com a crítica saudável, com a polêmica. Vivemos num estado novo e numa capital onde tudo está em construção, especialmente a política. Mesmo assim a representação corporativa vai ficando cada vez mais visível, deixando de lado os interesses comuns do conjunto do povo. A formulação de uma proposta comum de desenvolvimento para o estado e também para os municípios é cada vez mais difícil, quando os políticos só se elegem com o apoio de um grupo determinado. Os jornalistas sabem que estamos em meio a uma revolução na comunicação de massa. Não é preciso ser um tratadista da filosofia da comunicação para perceber sérios problemas na profissão jornalística, que ao se tornar instrumento corporativo deixa de prestar o relevante serviço público de sua histórica finalidade social, acabando por prejudicar os interesses do conjunto da sociedade, especialmente daqueles que não fazem parte de nenhum grupo organizado. Ao retornarmos ao batente, aqui na “Em Linhas Gerais” e nos demais projetos que vimos desenvolvendo, pretendemos questionar aqueles que buscarão o voto popular sem, contudo, ter um perfil de unificador do conjunto de toda a sociedade rondoniense, de toda a sociedade que compõem nossas municipalidades. A população tem o direito de saber quem defende apenas os interesses daqueles grupos com acesso ao poder e, portanto, e não têm compromisso com as propostas sociais que promovem a inclusão dos mais pobres. Cabe sim, à imprensa, auxiliar a cidadania a identificar a possível existência de um projeto aglutinante que possa ser votado nas urnas. A Câmara Municipal perdeu sua antiga relevância porque sua composição está dividida entre vereadores comprometidos a defender grupos corporativos organizados, deixando de lado as aspirações da grande maioria que não estão incluídos nestas corporações. O tecido social está cada vez mais dilacerado diante da morte de utopias alternativas. Hoje o que vale é a força do lobby que atua na organização política, possibilitando a compra do voto mais do que o convencimento do eleitor. Cabe aos moradores de Porto Velho, aproveitar as eleições deste ano para ampliar na Câmara Municipal a bancada de vereadores capazes e interessados em ligar corporações através de propostas que sejam verdadeiramente de objetivo comum da população. Sem o atendimento às necessidades essenciais de todos os excluídos, e a construção de um futuro através da educação, da cultura, da saúde e do lazer de nossa juventude, acabando com a apartação de hoje, é ilusão pensar que estamos imunes ao caos das grandes cidades brasileiras. Por isso a imprensa não pode abrir mão do papel de vigilância, de lealdade aos cidadãos, de abrir espaço para a crítica, trazendo para o debate os temas verdadeiramente relevantes. Aqui na “ELG” continuaremos evitando a cultura da fofoca e da celebridade. ALIANÇA DIFÍCIL Uma importante fonte do PMDB de Rondônia garantiu ao colunista que as “negociações” com o PT para a formação de uma aliança em torno da prefeitura municipal de Porto Velho ainda estão “na fase inicial”, sendo impossível garantir que ela venha a acontecer. Na verdade, os dirigentes estaduais do partido de Amir e Raupp não descartam, como os próprios dirigentes do PT (até agora) a possibilidade de lançar um nome próprio à sucessão de Carlos Camurça. No seio do PMDB há um consenso de que o partido tem nomes eleitoralmente mais viáveis do que o do petista escolhido no ano passado para a disputa. Aceitar o papel de coadjuvante de Roberto Sobrinho implicaria, para os três nomes peemedebistas, renunciar à posição de lideranças mais populares já aferidas em eleições anteriores. Com Amir Lando integrando o ministério do presidente Lula o partido fica realmente mais comprometido com o PT mas, comentou a fonte, “não podemos em nome desse compromisso levar ao eleitor de Porto Velho a imagem de que o PMDB não é mais competitivo”. É DE ASSUSTAR Uma fonte que acompanha de perto o dia-a-dia de nossa Universidade Federal (a Unir) garantiu à coluna que cerca de 60% dos alunos da instituição pagam uma mensalidade para estudar. São aqueles que entraram na Unir via Fundação Riomar. Como as mensalidades desses milhares de alunos costumam ser descontadas em folha ou garantidas em convênios com entidades sindicais, prefeituras, etc, a Unir não sofre os efeitos da inadimplência como as faculdades privadas. Tomara que esse caixa forte proporcione à nossa única universidade pública, condições de garantir a ampliação de seu corpo docente, de aumentar sua participação na área de pesquisas e criar meios para apoiar os estudantes que não podem pagar por sua formação. CONFETES & SERPENTINAS Nem bem cheguei e já tenho uma espinhosa missão: participar do júri que irá escolher, no próximo sábado, a rainha do Carnaval da vizinha cidade de Candeias do Jamary. A comunicação chegou pelo Euzébio Lopes, Secretário de Educação e Cultura daquele município, quase como uma intimação. É claro que atenderei, pois sem da capacidade do prefeito Lindomar Garçom em organizar festas que projetam seu município. São imperdíveis! Como são imperdíveis, também, as promoções do Manuelão, o nosso eterno e arrojado “General da Banda do Vai Quem Quer”. Assisti ao lançamento da camiseta da Banda, seguramente a maior manifestação momística popular do norte brasileiro, intimado pelo próprio Manuelão. Foi uma noite memorável, apesar das camisetas não chegarem a tempo. Pelo tudo que estas pessoas fazem para preservar a genuína cultura brasileira aqui no nosso pedaço, só resta ao povo reconhecer o valor de cada um. No caso do Candeias, certamente não será fácil escolher uma “Rainha do Carnaval” diante de tantas beldades que por lá existem. TOLERÂNCIA Não é de agora que falta coerência nas mais altas casas políticas dessa re(s)pública. O episódio Mário Calixto apenas reforçou a falta de condescendência das mesmas (casas) com o nosso estado, tido como o patinho feio da nação (Cuidado, revisor! Não é danação, viu!). Mário Calixto construiu, com luta, suor e sangue, um invejável patrimônio no segmento da comunicação. Não praticou o oportunismo daqueles que mandraquearam milionários recursos da Sudam ou de outras fontes públicas, quebrando bancos como o Econômico (lembram-se?). Se fosse um mero oportunista teria certamente sido tratado com tolerância, teria podido se defender. Seus algozes são notórias figuras que sempre buscaram sombra e facilidades na política nacional. VAI VOLTAR Como anunciamos no ano passado, antes de entrarmos no recesso das férias, o periódico editado pelo colunista (Imprensa Popular) retornará à sua circulação normal no mês de março para, de acordo com o projeto, tornar-se semanário até o próximo mês de maio. Trabalhamos nesse sentido com o apoio de setores lúcidos que buscam fazer de Rondônia uma sociedade mais democrática e mais solidária para as próximas gerações. EM ASCENSÃO Suely Aragão, a prefeita de Cacoal, está em franca ascensão perante a cúpula de seu partido, o PMDB. Ela deverá estar entre as lideranças que recepcionarão a primeira vinda de Amir Lando ao estado, nesta sexta-feira, como Ministro da Previdência. Certamente Confúcio Moura já percebeu que não é o único nome de olho na cadeira ocupada por Ivo Narciso, na disputa de 2006. Ele pode chegar à conclusão de que uma passagem pela prefeitura de Ariquemes fortalecerá suas possibilidades. Não há nome melhor para enfrentar o surrado esquema político de Amorim.
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Em Linhas Gerais
Gessy Taborda29/7/2004
DE OLHO EM 2006Não foi porque o prefeito Carlos Camurça tenha descoberto em Mauro Nazif capacidade administrativa (no que ele nunca acreditou, como explicitava em suas críticas a Mauro, quando este era seu adversário) que acabou aceitando-o como candidato oficial. Na verdade, o prefeito Camurça fechou o acordo com o político do PSB buscando garantir para si uma alternativa de futuro político. O projeto pode não dar certo. Já se ouve nos bastidores que Mauro colocará o próprio irmão naquela que será “a supersecretaria” da municipalidade, posição que deveria caber ao prefeito para garantir-lhe a necessária visibilidade política no período em que ficará sem mandato, lhe dando condições de alimentar seu projeto pessoal de chegar ao Palácio Getúlio Vargas ou ao Senado, em Brasília. Se Mauro está realmente pensando assim, como comentam fontes enfronhadas nos bastidores das campanhas, é porque ele próprio não parou de sonhar com o palácio Getúlio Vargas. Diante da perspectiva do novo naco de poder à sua frente, é plenamente justificável que o político do PSB volte a sonhar alto novamente, solidificando o pensamento de que entre a prefeitura e governo, a melhor opção é pelos dois. Historicamente, Mauro nunca gostou de dividir o poder com ninguém, é o que dizem antigos aliados que deixaram o barco do PSB. EFEITO POSITIVO O fato de Roberto Sobrinho não estar entre os três nomes mais destacados na disputa pela prefeitura de Porto Velho acaba por desanimar sua militância. Há esperanças de que o candidato do PT obtenha um crescimento acelerado neste mês de agosto, o que poderá complicar um pouco mais a situação do primeiro colocado nas últimas pesquisas divulgadas, Mauro Nazif, que vem a ser o chamado candidato chapa-branca, pois tem total apoio do prefeito a ser substituído, deste ano. Explica-se: boa parte dos eleitores tradicionais de Mauro é muito parecida com os tradicionais eleitores do PT. Com a presença de Lula, anunciada para este mês, em Porto Velho, certamente a campanha do professor Roberto Sobrinho deverá ter um efeito muito positivo. Aqui, Lula deverá anunciar projetos de importância nacional a serem implementados no município. NARCOTRÁFICO Segundo deixou vazar uma fonte de um segmento da administração federal, importantes nomes do setor de segurança pública, ligados à política estadual, são alvos de uma investigação destinada a averiguar inimagináveis parcerias com o narcotráfico. Quem anda exteriorizando sinais de riqueza suspeita deve colocar as barbas de molho. LEILÃO Segundo uma fonte próxima ao senador Mário Calixto, o leilão da impressora e outros equipamentos gráficos do jornal O Estadão do Norte, determinado pelo Juiz de Direito, Jorge Luiz de Moura Gurgel do Amaral, para hoje, em primeira praça, e para o dia 12, em segunda praça, conforme edital publicado na imprensa no último dia 16, não mais acontecerá. A fonte não forneceu detalhes, apenas garantiu que a situação foi definitivamente contornada. Se assim for, o maior matutino rondoniense escapou o risco de sair temporariamente de circulação, pelo menos (que palavra!) temporariamente. EM CRESCIMENTO A Coordenação da campanha do candidato do PL, Oscar Andrade, não esconde sua animação com o que classificam de crescimento de desempenho do candidato. Os coordenadores estão convencidos de que todo dia aumenta as intenções de votos a favor de Oscar, que tem a vice, Silvana Davis, com a melhor aprovação junto ao eleitorado de Porto Velho. Eles crêem que a propaganda eleitoral no rádio e na televisão será o diferencial que consolidará “a posição de Oscar garantindo sua presença no segundo turno”. TERCEIRA VIA A população de Candeias do Jamary vai votar avaliando a administração do prefeito Lindomar Garçom, embora este não seja candidato. Isto porque o candidato oficial de Candeias é Dinho, tio do prefeito Garçom, de quem foi Secretário Municipal de Obras. Também deverá voltar à tona fatos da primeira administração do município, quando Chico Pernambuco era seu titular. Esta tendência pode explicar porque o candidato Pedro Beber, do PMDB, melhora seu desempenho, fortalecendo-se como a terceira via da eleição de Candeias. Pedro, considerado um experiente administrador público, tem a seu favor a vantagem de praticamente não sofrer rejeição. VERDADEIRA INTEGRAÇÃO Quando Everton Leoni for mostrar o seu programa de governo, ver-se-á que três áreas estarão definidas como eixo de seu programa: Educação, Saúde e Segurança. O candidato tem especial preocupação com o gerenciamento que dê resultados. Everton vai procurar a integração entre as diferentes esferas de poder e isso é uma característica diferenciadora de suas propostas. Para a área da Saúde, o candidato do PSDB pensa num sistema de assistência médica à população funcionando melhor, através de uma agência metropolitana articulada com os programas nacional e estadual. ENDEREÇO NOVO NDA, agência de publicidade que cuida do marketing do governo, começa a funcionar em novo endereço. Ela deixou as proximidades do Ministério Público estadual para o prédio onde estava sediado a Gráfica e Editora Palmares. Ganhou espaço para racionalizar seu layout em nome de mais agilidade e maior eficiência. NADA DEFINITIVO Mais uma vez o candidato do Prona comenta o valor das pesquisas eleitorais, como a recentemente divulgada pela TV Rondônia. Para ele, antes da propaganda eleitoral na TV, as pesquisas são mecanismos flutuantes e seus números não são definitivos. Em sua opinião, “a pesquisa simplesmente revela” a vitalidade de sua campanha, ao coloca-lo numa posição de empate técnico com o candidato do PT, que é o partido do presidente da República. Em sua opinião, nenhuma das pesquisas até agora conhecidas entrou na sua faixa de eleitorado para comprovar que ele “é um candidato com possibilidades reais de ir para o segundo turno”. Num ponto o vereador está coberto de razão: no momento as pessoas estão muito pouco ligadas à eleição. SÍNTESE Cabos eleitorais e correligionários de Pedro Beber, em Candeias do Jamary, estão procurando explicar aos eleitores daquele município que o melhor para o município é ter um prefeito que trabalhará em harmonia e em parceria com os mais influentes membros da bancada federal, pois terá mais facilidade para conseguir recursos em nível nacional capazes de garantir o desenvolvimento social e o crescimento econômico em favor de todos. Pedro, um nome simpático ao governador Ivo Cassol, conta com o apoio irrestrito dos integrantes da bancada do PMDB em Brasília. FORA DO PÁREO Paulo Xisto, presidente da Associação Cidade Verde, ong voltada para a defesa do consumidor e do meio-ambiente, não é mais candidato a vereador. Por não ter atendido a exigência de se afastar, no prazo correto, de sua função pública, sua candidatura acabou sendo impugnada. O líder das consumidoras vinha realizando uma campanha das mais visíveis, conquistando espaços importantes. Ao ficar fora do páreo, Xisto se converterá numa importante perda para a soma dos votos da legenda de seu partido, o PPS. FIM DO RECESSO Tanto a Assembléia Legislativa como a Câmara Municipal devem reiniciar suas atividades parlamentares nessa semana, com o fim do recesso de julho. Na Assembléia a primeira sessão deve ocorrer amanhã, terça-feira. Na Câmara a semana legislativa começa na sessão de quarta-feira.
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Gessy Taborda23/7/2004
ERRO DO PMDBMas tarde, podem escrever, o PMDB vai lamentar não ter aproveitado esse momento para se consolidar, como partido, em Porto Velho, lançando candidato próprio. Um partido do tamanhão do PMDB deveria se preocupar em formar quadros de administradores de cidades e do próprio estado. Deveria também respeitar um eleitorado do tamanho do Porto Velho, não usando a Capital como mera moeda de troca para atender interesses do Interior. Até parece que o senador-ministro Amir Lando não gosta de Porto Velho. Quem sabe Amir não esteja determinado a mudar para o chamado Cone Sul. Há mais de 10 anos fora da disputa pela prefeitura municipal de Porto Velho, o PMDB não tem porque se vangloriar de nada. Está, isso sim, com um comportamento digno de um partidinho sem cacife. Está se firmando como uma daquelas siglas de aluguel que precisará ser rechaçada pelo eleitorado de uma cidade como Porto Velho que, é claro, não pode se conformar com a perda de sua importância política. COMPANHEIRO UMA OVA Entre os candidatos a vereadores do PT não tem essa de companheiro. A revelação é de um deles que confessou à coluna: “É cobra engolindo cobra. É cada um por si e todos por Roberto Sobrinho”. DAVID ERSE Com as chances ampliadas este ano, graças à degola de Guilherme Erse, o filho de Chiquilito, David Erse, deveria usar um novo slogan em seus adesivos: “Obrigado, Paulo Moraes!”. Coube ao presidente do diretório municipal do PL, deputado Paulo Moraes, usar a guilhotina contra o arrogante vereador. NEGÓCIO O vereador Guilherme Erse deve estar, finalmente, resignado com sua desdita. Ele, como se recorda, foi cortado da relação de candidatos a vereador pelo PL. Prometeu lutar para reverter a situação mas acabou descobrindo que sua situação é definitiva. Vai cumprir este mandado e ficar fora da vida pública. Na semana que passou ele quase vendeu o caminhão de som que pretendia usar para um candidato a vereador do PTB. O preço não chega a ser um negócio de ocasião. Guilherme, segundo consta, pediu R$ 80 mil pelo veículo sempre utilizado na “Esquina do Barulho”, ali na esquina da Brasília com a Carlos Gomes. ABNEGADO O candidato do Prona, Ribamar Araújo, é talvez o único político que não vive da exploração dessa atividade. Enquanto pobretões ficaram por cima da carne seca depois de entrarem na política, Ribamar garante ter sofrido redução em seu patrimônio, o que pode ser comprovado pelas suas declarações do Imposto de Renda. Se não tiver cuidado ou não perder as próximas eleições, Ribamar corre o risco de vivenciar um completo desastre econômico. PERDEDOR Tirando as vitórias conseguidas no parlamento (municipal e estadual), Mauro Nazif nunca ganhou uma disputa majoritária. Hoje nenhum analista do cenário político duvida que o candidato do prefeito Camurça estaria no segundo turno. Porém (e sempre tem um porém!) as eleições não são hoje. Tem mais: todos os analistas isentos opinam que Nazif perde para qualquer um no segundo turno. Os demais candidatos, pelo que se ouve e se vê, entram na disputa pelo segundo lugar. RETORNO DE AMIR Ontem, em círculos políticos do PMDB, dispararam que o retorno de Amir Lando ao Senado, após as eleições municipais, é praticamente certo. Até agora, no Ministério da Previdência o senador rondoniense só tem colhido desgaste político, sem consolidar um caminho para uma posição mais confortável, na área que tanto adora: a Justiça. Se Amir continuar afastado da política estadual como acontece desde que tornou-se ministro corre o risco de ficar com a broxa na mão em 2006. REVISTA INVISÍVEL O empresário rondoniense adora ser enganado. Ele resiste a destinar suas verbas de publicidade para os veículos que realmente têm leitores mas não escapa das manobras de conhecidas picaretagens. Em certos casos é compreensível, afinal, como resistir à ostensiva pressão de “corretores” que se apresentam com crachás, por exemplo, do Ministério do Trabalho falando de eventuais fiscalizações se o trouxa não descarregar alguma verba na revista da Asmiter? Mas quando o trouxa cai no conto de efêmeros momentos que não são vistos nem nos salões de cabelereiros, ai não há que se condoer, pois este não é empresário de verdade, é só um babaca que gosta de ser enrolado. No caso da Asmiter, o Ministério do Trabalho deveria explicar porque permite essas operações picaretas para tomar dinheiro de um mercado publicitário que não sustenta nem o que há por aqui de veículos verdadeiramente legais, que dão empregos e pagam impostos. TELEFONE NÃO É LUXO Paulo Xisto, presidente da Ong ACV, entidade que se dedica à defesa do consumidor e do meio ambiente, liderou no último sábado, como candidato a vereador, um ato público que começou a recolher assinaturas para sensibilizar os deputados estaduais e o próprio governador a reduzir taxas e impostos que encarecem certos serviços fundamentais para o povo. Segundo contou, a incidência do ICMS na conta dos telefones em Rondônia é a maior do Brasil, chegando a 35%. Ele lembrou que “o telefone não é luxo” e sim um instrumento de trabalho para a maioria das pessoas. Mesmo o telefone residencial “é utilizado por muitas famílias” para atividades que buscam aumentar a renda familiar, com a prestação de serviços. Pelo aparelho muitas famílias buscam incrementar serviços caseiros de lavagem de roupa, vendas de bolos, doces, salgadinhos e muitas outras atividades. A taxa que o consumidor paga para usar o telefone em Rondônia, afirma Paulo Xisto, é um acinte. Também taxas municipais, diz o candidato a vereador, servem para inibir atividades produtivas na cidade. Para ele é preciso reduzir o impacto de taxas como a de iluminação pública e de impostos como IPTU e ISS para incrementar o setor produtivo. SUCESSO MAIOR O empresário Luiz, dono da Rondoquímica, atribuiu à reportagem publicada em Imprensa Popular o sucesso “extraordinário” do lançamento da linha de perfumes “Ever”, na Feira do Empreendedor. Produzindo perfumes de primeira linha e não simples deo-colônia, a Rondoquímica mostrou que Porto Velho poderá até sediar, no futuro, um pólo de produção de cosméticos e produtos do toucador. Graças à repercussão da reportagem, afirmou o empresário, esgotamos todo o estoque produzido. Segundo ele a procura pelos aromas da linha “Ever” tem sido intensa, mas os consumidores de Porto Velho terão de esperar um pouco mais, “porque o fornecedor das embalagens está demorando a entregar o lote pedido fora da programação, em virtude do sucesso extraordinário do lançamento”.
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