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DONAS DE CASA E CONSUMIDORES

Paulo Xisto1/10/2004
Minha Amiga Dona de Casa

Prezado Consumidor

Foi graças a uma ação judicial promovida pela Associação Cidade Verde que consegui fazer valer um direito básico para o consumidor: o de saber com clareza o preço que é pago quando faz compras em um supermercado.

Consegui após quase dois anos de luta judicial, fazer prevalecer o direito da precificação. Alegavam os supermercados que seria um atraso obrigá-los a etiquetar produto por produto e que isto acarretaria em aumento no preço dos itens vendidos.

A realidade mostrou-se diferente e o consumidor não é mais enganado. Ao saber que o produto que está comprando contém a etiqueta com o preço, pode o consumidor conferir no caixa do supermercado se o que está sendo cobrado é igual.

Trabalhei muito, fiz programas de rádio, televisão, escrevi em jornais e utilizei a internet. Tudo isto com um único propósito: fazer valer um direito que é seu.

Agora, gostaria de contar com a fiscalização de você dona de casa e consumidora. Ao comprar um produto em um supermercado e não encontrar a etiqueta afixada no produto, telefone imediatamente para a Associação Cidade Verde -223 52 92 - e diga qual o supermercado que está descumprindo a lei e desrespeitando o seu direito.

Conto com você

Um abraço especial do

Paulo Xisto

Em defesa das Donas de Casa e Consumidores


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BANCO DO BRASIL

Paulo Xisto19/3/2004

Contrato vencido, o banco providencia um novo contrato e o consumidor paga um monte de taxas.

Passam-se alguns dias, o consumidor vai a agência e recebe os seus novos cartões, sim, dois cartões. Só que agora não são mais simplesmente cartões para o consumidor/correntista ter acesso a sua conta bancária, mas, dois cartões de crédito. Exatamente, dois cartões, sem ter o consumidor pedido qualquer cartão de crédito.

Questionado o banco em sua defesa alega que o cartão, transforma-se em cartão de crédito se assim o correntista quiser, mas na verdade, basta uma vez utilizado para comprar algo a prazo que é acionado o cartão de crédito e conseqüentemente as faturas.

Esta prática esperta utilizada pelo banco para empurrar ao correntista cartões de crédito sem que o consumidor o tenha solicitado é tida como prática abusiva e repudiada pelo Código de Proteção e Defesa do Consumidor.

A Associação Cidade Verde já encaminhou expediente a superintendência do Banco do Brasil e ao Ministério Público para por um fim a esta prática.

Paulo Xisto – Presidente da Associação Cidade Verde


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TERCEIRIZAÇÃO

Paulo Xisto13/1/2004
Associação Cidade Verde (Acv)

Comunicado de Imprensa

Caixas Eletrônicos do Banco

do Brasil “TERCEIRIZADOS”

O presidente da Associação Cidade Verde (ACV), Paulo Xisto, está encaminhando à Superintendência Regional do Banco do Brasil (BB) em Rondônia, um documento em que denuncia a “ terceirização” de caixas eletrônicos da instituição do BB em Porto Velho.

O presidente da ACV cita um caso quando um correntista dirigiu-se a um caixa eletrônico para retirar R$ 70,00 com o cartão magnético. A máquina, além de não liberar o dinheiro para o cliente, debitou a quantia digitada em sua conta.

Conforme o relato de Paulo Xisto, o cliente tinha saldo suficiente para fazer o saque com cartão. Digitou cuidadosamente a senha, mas a máquina não fez o pagamento, informando no visor que o saque não havia sido efetuado.

O cliente novamente passou o cartão na máquina para verificar mais uma vez o saldo. E surpreendeu-se ao ver que o caixa acabava de debitar em sua conta os R$ 70,00 que não havia pago.

Quando o correntista prejudicado na agência da avenida Calama tentou reclamar a algum funcionário do banco, foi atendido por um agente de segurança da firma Norsergel. O guarda, empunhando uma escopeta, informou-lhe que os serviços de caixas eletrônicos do Banco do Brasil foram terceirizados para a empresa de segurança armada.

“Agora é com a gente” - disse o segurança, autoritário e arrogante e sem solucionar nada.

O cliente insistiu junto ao banco e um gerente lhe disse que uma possível solução só poderia ocorrer três dias depois. O reclamante teria porém, que esperar o banco fazer um balancete no caixa eletrônico para verificar se haveria “sobra de caixa” - única forma de o Banco do Brasil reconhecer a falha.

Três dias depois, o banco informou ao cliente que “não havia sobra de caixa” e que por isso nada poderia reclamar. Em outras palavras, deveria simplesmente conformar-se com a perda dos R$ 70,00 e aceitar ser tachado de mentiroso.

Deveria ainda esquecer os transtornos por que passara, até mesmo por não dispor da quantia que necessitava no momento em que usou o cartão do banco.

Paulo Xisto está encaminhando documento ao Sindicato dos Bancários de Rondônia alertando e protestando contra a existência de pessoal não habilitado - guardas armados - em função privativa de bancários, como o atendimento aos clientes em questões relacionadas com os serviços prestados pelos caixas eletrônicos.

A Associação Cidade Verde é uma organização comunitária não governamental de defesa dos direitos do consumidor e tem sede em Porto Velho na avenida Presidente Dutra 4.000. Seus serviços são gratuitos, inclusive os de assistência jurídica.

Final

Jornalista responsável: Nelson Townes. MTb 327 DRT/AM


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Porto Velho 28/8/2008